The Sekhmet.

34.Porque eu prefiro os animais.

Posted in Animais. by Nathalia on 14/01/2010

Todos que me conhecem sabem que entre pessoas e animais, eu fico sem sombra de dúvidas com os animais.
Então selecionei três histórias verídicas sobre cachorros (futuramente pretendo postar de outros animais também, mas como meu animal preferido é cachorro, começarei por eles) para tentar mostrar o pq da minha preferência.

Beijo da Gratidão

A foto mostra uma cadela dobermann lambendo um bombeiro exausto. Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o gramado da frente. Ela estava prenha.

O bombeiro teve medo dela no incêndio, pois nunca antes ele tinha resgatado um dobermann. Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama pra recuperar o fôlego e descansar. O fotógrafo do jornal , notou o dobermann olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cachorra iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvo sua vida e as dos seus filhotes e o lambeu, em gratidão por tê-la salvo.

*Garanto que algumas pessoas sequer agradeceriam, e teriam o pensamento de que o bombeiro não fez mais do que seu trabalho. Um animal como essa cadela não tem um pensamento mesquinho como esse, mas infelizmente, muitos humanos tem.

Vira-lata salva seu dono de 15 anos.

O garoto, identificado como Christián, jogava video game no segundo andar de sua casa enquanto os familiares celebravam as festas pátrias do Chile no térreo, na madrugada de sábado.
De repente, houve um curto-circuito, e o fogo começou a consumir rapidamente o piso superior da casa, quase todo feito de madeira.
“Foi tudo num abrir e fechar de olhos. Eu havia saído para procurar meu pai e logo ouvi que gritavam: ‘incêndio!’. Corri até minha casa porque meu filho estava no segundo andar”, contou a mãe de Christián, María Cuevas.
Segundo ela, ninguém havia lembrado do garoto. Foi então que Lucky, o vira-lata da família, subiu correndo até o segundo piso, atrás de seu dono.
“O cachorro subiu entre as chamas até o segundo piso. Como meu filho estava desesperado e não conseguia nem se mexer, o cachorro mordeu o braço de Christián e o puxou”, disse María ao jornal ‘Crónica de Concepción’.
O menino escapou ileso do incêndio, e o cão teve alguns pelos chamuscados. O segundo andar da casa ficou totalmente destruído.
“Ainda que o lugar estivesse envolto em chamas, foi o cachorro que o salvou. Lucky agora é meu herói”, disse a mãe do garoto.

Hachiko, a maior prova de lealdade.

Era 1924 quando um cão da raça Akita foi enviado à casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o nome de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de ‘amor à primeira vista’, pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis!

O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem que leva o mesmo nome. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Mas, ainda mais incrível era o fato de que Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem da tarde, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.

No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade, estava na estação pacientemente como de costume, e de rabinho abanando, à espera de seu dono. Só que o professor Ueno não retornaria naquela tarde de 21 de maio: sofrera um derrame fatal na Universidade que o levou ao óbito. Destarte, ainda que alheio a realidade, naquele dia o leal e fiel Akita esperou por seu dono até à madrugada.

Após a morte do professor Eisaburo Ueno, parentes e amigos passaram a tomar conta de Hachiko. Mas, tão forte e inexpugnável era o vínculo de afeto para com seu amado dono — lealdade, fidelidade e incondicional amor levados ao extremo —, que no dia seguinte à morte do professor ele retornou à estação para esperá-lo. Retornou todos os dias, manhã e tarde à mesma hora, na incansável esperança de reencontrá-lo, vê-lo despontar da estação de Shibuya. Às vezes, não retornava para casa por dias.
Foi assim por dez anos seguido repetindo a mesma rotina, quiçá já não tão feliz, razão pela qual já era uma presença familiar e pitoresca para o povo que afluía à estação. E ainda que com o transcorrer dos anos já estivesse visivelmente debilitado em conseqüência de artrite, Hachiko não se indispunha a ir diária e religiosamente à estação. Nada nem ninguém o desencorajava de faze-lo.

Em 8 de março de 1935, aos 11 anos e 4 meses, Hachiko é encontrado morto no mesmo lugar na estação onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono. Hachiko, como não poderia deixar de ser, tornou-se um marco, um referencial de amizade talvez jamais igualável em qualquer era anterior ou futura na história. Sua descomunal lealdade e fidelidade receberam o reconhecimento de todo o Japão. Em 21 de abril de 1934, praticamente um ano antes de sua morte, uma pequena estátua de Hachiko, feita de bronze pelo famoso artista japonês Ando Teru, foi desvelada em sua honra numa cerimônia perto à entrada da estação de Shibuya, local onde morreu. Era a memória de Hachiko sendo imortalizada.

Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko.
Após a guerra Hachiko foi duramente esquecido. Todavia, como toda história que se preze precisa ter um final feliz, em 1948 a The Society For Recreating The Hachiko Statue, entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko, convidou Ando Tekeshi, o filho de Ando Teru para esculpir uma nova estátua. Até os dias de hoje a réplica encontra-se colocada no mesmo lugar da estátua original, em símbolo de um tributo à lealdade, confiança e inteligência da raça Akita.

*Essa história eu conheço desde os meus 11 anos de idade, e me emociono sempre que a leio. Sempre fui fã da raça Akita japonês, e sempre achei essa história a mais linda de todas, com certeza a maior prova de amor e fidelidade de um animal para com o seu dono. E para quem não sabe, está no cinema o filme desta, “Sempre ao seu lado.”.

Creio que não preciso dar explicações do porque eu prefiro os animais, né?
Beijos.

Uma resposta

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  1. Dobermans… said, on 07/08/2010 at 9:31 am

    […] cadela não tem um pensamento mesquinho como esse, mas infelizmente, muitos humanos tem.” (Daqui) Posted in Dicas da Tia Nessa., Meus amados pets, Papo Sério., That's It. | Tags: Dobermans […]


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